Fascismo Pandêmico – Como uma ideologia de ódio viraliza? Um breve ensaio sobre a alma fascistoide

Cerca de cem anos após a eclosão da gripe espanhola e do surgimento do fascismo na Itália, o mundo assiste a história ressoar. Uma pandemia do chamado Corona Vírus se alastra pelo mundo deixando um rastro de doentes, mortos e falidos, mas tão chocante quanto o impacto biológico, é o impacto social. Mais grave talvez que a própria moléstia física, surge uma desordem coletiva psíquica, que tem vários componentes de uma infecção: o alastramento da infecciosa ideologia do ódio. A ideia deste ensaio parte da ambivalência das ideologias e a patuscada das bravas que a maioria costuma ser. Direitistas, Esquerdistas, Liberais e Conservadores julgam-se tão diferentes, quando em verdade, especialmente quando extremados, são todos muito similares. No entanto, uma das muitas ideologias surgidas nos últimos 350 anos merece um ensaio à parte: o fascismo e as suas vertentes. O termo anda sendo demasiado utilizado e com isso, corre-se o risco de se perder de vista seu efetivo significado. Nem todo autoritário é fascista, mas todo fascista é autoritário. Nem todo idealista é fascista, mas todo fascista é idealista. Nem todo utópico é fascista, mas todo fascista é utópico. Nem toda violência deriva do fascismo, mas não há fascismo sem pregação da violência e prevalência de um dos poderes sobre os demais. Não, o fascismo não existe na mesma dimensão e estridência que nos anos 20, 30 e 40 do século XX, mas também não se pode dizer que ele tenha sido plenamente erradicado da humanidade. No presente ensaio, o autor demonstra o que aconteceu com o movimento fascista e de que forma ele ainda se faz presente entre nós.

Aos amigos leitores de Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Macau e Timor Leste

Alexandre Gossn é um escritor brasileiro que vem despontando recentemente como pensador que se debruça sobre dilemas contemporâneos. Após refletir sobre o medo do progresso como ocorre ao redor do mundo com as campanhas antivacina, e em seguida após lançar o sucesso Cidadelas & Muros que trata da urbanização do ser humano com suas conhecidas desigualdades, Gossn retorna com um tema em voga no planeta: por que o ódio tem viralizado nas redes sociais a ponto de se tornar ferramenta política? Traçando um paralelo entre a pandemia do coronavírus e a ascensão de movimentos populares extremistas no presente com a pandemia da gripe espanhola e o surgimento concomitante do fascismo na Itália no passado, o escritor aponta às semelhanças e diferenças de ambos os períodos. Mesclando filosofia, psicologia, sociologia, cultura pop e biologia, o ensaio especula se o ódio não teria a mesma capacidade de viralizar que infecções patogênicas. Ao mesmo tempo, conclui que o ódio pode ser muito atraente para parte da população. Por que? Há como enfrentar esta pandemia de sentimentos tóxicos e nocivos à democracia? Fascismo Pandêmico foi traduzido para o inglês e espanhol e está sendo lançado na versão ebook em mais de 50 países. No Brasil você pode adquirir tanto a versão física como a eletrônica. Conheça a obra que foi destaque nas principais feiras literárias do país.

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Entrevista