De família indiana não hindu (zoroatrista), nascido no Zanzibar (hoje Tanzânia), prodígio jogador de ping pong, vítima constante de bullying pelos trejeitos inusuais para os meninos da sua época, dotado desde cedo de um vulcânico talento musical que atraía para si palmas e inveja, hetero, gay ou bi e morto pela AIDS.

Em tudo, Freddie Mercury (morto 30 anos atrás) era incomum, inusual, um corpo celeste musical inclassificável.

Seu timbre de voz: um colosso.

Seu drive (capacidade de transitar da voz limpa para a voz suja): grotescamente versátil.

Sua amplitude vocal: absurda.

Seu repertório: rock and roll, rockabilly, hard rock, pop, country e até ópera.

Mercury foi uma força da natureza: incontornável, impossível de ser contida, irrefreável e impossível de não chamar a atenção de quem o orbitava.

Em tudo na vida, desde onde nasceu, de que família provinha, até sua orientação sexual e a forma como cantava e compunha, Freddie BORROU todas as fronteiras.

Da imensidão oceânica de dúvidas que teve ou nos deixou, resta a certeza de que sua singularidade como pessoa e seu talento como músico e artista sombrearam todo o restante.

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