Na foto 01 temos na cor de rosa o número de não vacinados, em azul claro quem tomou apenas a primeira dose e em azul escuro, os que tomaram ambas.

Na foto 02, a mesma informação por uma perspectiva de colunas proporcionais.

E na foto 03, um quadro similar ao da foto 01 mas em zoom.

O número de internações não pára de subir e diversas cidades no interior de SP estão entrando em lockdown ou se preparando para tal.

Mal nos recuperamos da P1 (variante de Manaus) e teremos que lidar com a B1 (variante da Índia), possivelmente, de 30 a 50% mais infecciosa que a variante brasileira, que já era assustadora.

Podemos supor o que nos aguarda. Basta olharmos os corpos boiando no rio Ganges.

O fato de termos média móvel muito maior que em qualquer fase de 2020 nos autoriza a supor que a terceira onda partirá de um novo platô, muito mais elevado e que por isso, deve criar uma sobrecarga talvez inédita no nosso sistema de saúde.

A combinação crise financeira + país desigual + falta de vacinas + sabotagem do isolamento social pelo governo federal vai criar o ano mais mortífero da história de nosso país novamente.

Levamos 10 meses para enterrarmos 190 mil pessoas em 2020 e estamos em maio de 2021 e já perdemos quase 260 mil vidas. Na metade do tempo, superamos facilmente o ano passado inteiro.

O cenário evoca uma frase dita por um dos maiores facínoras da humanidade, Josef Stalin: “uma morte é uma tragédia, um milhão de mortes é estatística.”

E nas fotos 04 e 05 temos a estrambólica quantidade de armas que o governo federal permitiu o registro. Este é o retrato do Brasil contemporâneo: lotado de armas, narcotizado de cloroquina, tentando tributar livros e sem vacinas.

Somos a Panceta que o vírus anseia garfar a espera da terceira onda.

Base de dados estatísticos: Nexo Jornal